A Coluna do Roberto Maciel: “Renato Roseno – ninguém tem mais saco para agressão ambiental”

  • O deputado estadual Renato Roseno (Psol) elegeu uma causa importantíssima para encerrar o mandato que cumpre na Assembleia Legislativa. Ele quer dar fim ao uso de sacos plásticos no comércio do Estado. Essas embalagens até têm utilidade doméstica e ajudam no dia-a-dia de setores como os do varejo de alimentos, mas são desgraçadamente elementos que prejudicam o ambiente. Um saco comum, daqueles que supermercados fornecem aos fregueses, leva de 10 a 20 anos para se decompor na natureza. Nesse período, pode entupir estruturas de esgotamento, causar inundações e sufocar crianças e animais – modelos produzidos com sistemas mais modernos apenas viram farelo em menos tempo, continuando a poluir o ambiente. Existe uma gravidade reconhecida e alertada à sociedade, portanto. O que tem faltado é a iniciativa política de se controlar o que está descontrolado. Roseno já teria até aberto diálogo com setores varejistas e obtido bons resultados na compreensão do problema e essa interação ganha dimensão valiosa – a de que não se trata de um medida verticalizada, “de cima para baixo”, mas da saída pactuada para uma agressão à saúde, ao bem-estar do cidadão, aos direitos ao ambiente adequado e à vida.

Caminhos
O deputado Renato Roseno é advogado e servidor público federal. Foi eleito para a Assembleia Legislativa pela primeira vez em 2014, sendo reeleito em 2018 e em 2022. Neste ano, tentou mandato na Câmara federal e obteve um dos mais expressivos desempenhos do Ceará, superando 116 mil votos. Por conta da aritmética eleitoral, no entanto, não conseguiu se eleger.

Zé Maria
Roseno preside desde 2019 a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia – foi reconduzido ao cargo em 2021. Tem o jamegão dele a “Lei Zé Maria do Tomé”, que proíbe a pulverização aérea de agrotóxicos no Estado e homenageia o ambientalista e agricultor José Maria Filho, assassinado com 25 tiros em Limoeiro do Norte, em 2010. Zé Maria denunciava o uso indiscriminado e de venenos na agricultura da região.

Antifascismo
Está fundado o núcleo do Ceará da Internacional Antifascista, movimento de correntes políticas e sociais progressistas. A articulação surge com dois trunfos: a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições de outubro e a conquista das maiorias no Senado e na Câmara dos Representantes dos EUA pelo Partido Democrata – feito que enfraquece a gestão de Donald Trump, o ameaça de impeachment e se torna ferramenta estratégica para as eleições de 2028 nos Estados Unidos.

O novo campo
Deve-se notar que a Internacional pode ter protagonismo já nas eleições municipais brasileiras de 2028. E é necessário que faça isso alinhando-se a partidos progressistas, ampliando discussões e engajamentos em frentes diversas e absorvendo a modernização que as redes sociais impõem à política.

Causa e consequência
O núcleo do Ceará vai dialogar diretamente com o Capítulo Brasil da Internacional Antifascista – que, de certo modo, atualiza a Internacional Socialista, ação que já opera há 75 anos a partir da Europa e com ramos robustos na América Latina e na Ásia. Ponto relevante: a nova entidade, pelas raízes que tem, pode significar um sopro revitalizante nos movimentos populares e sindicais.

Rapazes e moças latino-americanos
Seguem até 5 de dezembro as inscrições para mais um volume da antologia Cartas para Belchior: 50 anos de Coração Selvagem. Trata-se de projeto literário, mas com um pé na música, tendo como centro a obra e a pessoa do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior (1946-2017). Mais informações pelo email revistasarau2@gmail.com ou pelo telefone/whatsapp (85) 99887 4891.

Boa prova, pessoal!
Amanhã tem Enem. A Prefeitura de Fortaleza está designando 23 ônibus para que ninguém deixe de prestar o exame.

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