- O site The Intercept informa que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e o Partido Liberal pagaram mais de R$ 730 mil a uma empresa de tecnologia que vende inteligência artificial para manipulação política. A operação seria feita em eleições de forma clandestina, inclusive fora do Brasil. A denúncia é gravíssima. Mostra o que se passa no mais sombrio submundo político. Entre as ações estariam coletas dados e identificação de grupos de eleitores. Executariam-se, dessa maneira, a disseminação de boatos e desinformação e a criação de contas falsas em redes sociais. Também se usariam técnicas de guerra psicológica e métodos de infiltração para atacar e desacreditar adversários. A empresa se chama Elytron e tem escritório em São Paulo (SP). O ingresso na cena da extrema-direita coincide com a entrada do coach Pablo Marçal, sujeito de métodos questionáveis e questionados, na campanha de Flávio. O fato é que o surgimento da Elytron nesse meio sugere a necessidade de ações urgentes da Justiça Eleitoral e da Polícia Federal. Se permanecerem as dúvidas e o desconhecimento do cidadão sobre movimentações dessa natureza, estará sendo aberta uma porta para mais incursões de quadrilhas em processos eleitorais do Brasil. E não é isso o que a sociedade quer, certo?
Em tempo
Vale sempre lembrar: o dinheiro empregado pelo filho de Jair Bolsonaro e pelo partido de Valdemar da Costa Neto é do contribuinte. Origina-se, em princípio, das cotas a que as siglas têm direito segundo a legislação. Se não tiver saído dos cofres públicos, mas de doações particulares, precisa ser submetido a (em tese) rigorosas fiscalizações da Justiça Eleitoral. Ou seja, nem um tostão é deles. Toda essa dinheirama é sua.
Porraqui!
O suplente de deputado estadual Pedro Matos (PL), que nem eleito foi, decidiu comprar uma briga muito grande para ele. E está atacando o governo Lula por acolher demandas do setor de jogos eletrônicos, profissionais dos chamados “e-sports” e até de microempreendedores individuais. “Ele nunca fez nada pelos gamers e pelo MEI e agora está atirando para todo lado”, diz. Lula deve estar preocupadíssimo com esse nível de crítica.
Sacudiu no Matos
Diferentemente do que reclama Pedro Matos, a gestão federal integrou o desenvolvimento de jogos, os diferenciou de apostas virtuais (as chamadas “bets”), abriu a Lei Rouanet e a lei da audiovisual para o setor e está articulando a criação de cursos de graduação em games nas universidades federais. Não é pouco. O deputado está tentando, com a birra, convencer o segmento de que a ocasião não é boa?
Estudar é bom

Quer outra? Pois veja mais essa chiadeira do bolsonarista: a categoria de microempreendedor individual foi criada em 2008 – gestão de Lula, portanto – pela Lei Complementar nº 128. Como é, então, isso de que “nunca fez nada”? Quando Lula criou o MEI, o deputado era um garoto de 16 anos de idade que soltava arraia e jogava bila nas férias em Maranguape. Mas isso não é desculpa para não saber História, né?
Avanço
O Governo do Ceará está prevendo que em novembro e dezembro próximos estarão disponíveis nos setores de comércio e serviços cerca de 1,2 mil empregos temporários. Não é otimismo à-toa não. O Estado monitora as vagas e a perspectiva se forma com a curva de crescimento verificada nas temporadas finais dos últimos três anos.
Chance
E mais: “Os empregadores costumam estar de olho nestes profissionais para as suas equipes e cerca de 20% conseguem se efetivar”, diz o presidente do IDT/Sine, Raimundo Ângelo.
Arte e cultura

A feira de artesanato na Avenida Beira-Mar, atividade que se realiza há cerca de 20 anos no trecho entre ruas Idelfonso Albano e João Cordeiro, está por um trisquinho assim de virar Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Fortaleza. O vereador Márcio Martins (Rep) apresentou na Câmara Municipal projeto que reconhece a iniciativa como bem da cidade.
Que dia é hoje?
Hoje é quinta-feira, 22 de outubro. Faltam três dias para o segundo turno das eleições.





