- Lula tem um desafio muito importante para o quarto mandato presidencial – desafio esse que não conseguiu cumprir entre 2023 e 2026: remover os vírus fascistas da vida brasileira. Pode-se dizer que esse tratamento há de ser mais do que providencial, que deve ser vital. Extirpar o apodrecimento ideológico, que resiste desde os tempos da Segunda Guerra Mundial, de escolas, igrejas, locais de trabalho e de quaisquer relações que o cidadão possa ter é dar a uma sociedade doente esperança e futuro. O fascismo nacional, que já se vestiu de integralismo e agora se traveste de mau-gosto e com a maquiagem pesada do bolsonarismo, ameaça famílias inteiras. É capaz, por exemplo, de questionar a existência do feminicídio e de apoiar abusadores sexuais de crianças, assim como de se posicionar a favor da jogatina que destruiu parcelas da população. Mais: posta-se contra a redução e a humanização da jornada de trabalho, sempre alegando que lucros financeiros de poucos importam mais do que o descanso, a educação e a saúde mental que podem ser promovidos por escalas justas. O fascismo não pode ser resumido a ideias diferentes ou a expressão da Democracia. Menos ainda a conservadorismo ou rigor político. Nada disso. É um tumor. E não daqueles que espremendo resolve. É um quisto maligno que só sai com bisturi.
Caminhos
E como resolver a parada do fascismo? Educação fortalecida, aplicação de leis, inclusão social, fortalecimento da cultura, promoção do estado laico, políticas públicas em áreas de segurança e saúde e muito, muito esclarecimento. O reconhecimento da importância da participação do Estado nas redes sociais também tem peso fundamental em processo assim.
É o que é
Diga-se, no mesmo mote, que a fuga do derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos não é ato de oposição ou resistência. É, sim, declaração de culpa. Atestado de que tem crimes nas costas. Simples assim.
Aos pulinhos
Sábado, 31, é o Dia do Saci Pererê. A data é simbólica e compõe o calendário oficial de Fortaleza, por proposta do então vereador Guilherme Sampaio (PT) apresentada e aprovada na Câmara Municipal em 2007. A (boa) ideia é confrontar com uma referência nacional o “Halloween”, transplantado da cultura norte-americana, que celebra o Dia das Bruxas.

Menino valente
O Saci Pererê é um personagem mitológico da cultura afro-brasileira. É representado por um menino preto, com uma só perna, que corajosamente protege matas e animais. O fato de ter uma perna amputada o torna muito especial. Até na política recente o personagem se encaixa. Entendedores entenderão.
O santo da cabeça oca
O livro “A Cabeça do Santo”, da jornalista e escritora cearense Socorro Acioli, ganhará destaque no carnaval carioca de 2027. Será tema da escola de samba Unidos da Tijuca. O Governo do Estado pôs para tramitar na Assembleia Legislativa proposta de patrocinar o desfile com R$ 2,5 milhões. Diz-se lá que essa dinheirama toda vai virar “instrumento de promoção turística e valorização cultural”.

Ferradura
Não se pode esquecer da saraivada de coices políticos que a gestão de Ciro Gomes tomou em 1995. Naquele ano, a escola Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo “Mais Vale Um Jegue do Que Um Camelo Que Me Derrube Lá No Ceará”. E, claro, veio pedir dinheiro no Cambeba – então sede do Governo. A grana saiu, mas não sem inspirar ataques furiosos da oposição, que alegava que o Estado tinha gastos mais prioritários.
Na responsa
A Prefeitura de Fortaleza lançou iniciativa pra lá de importante: o Curso Paternidade Positiva. É uma ação formativa de estímulo à reflexão sobre o papel dos pais no cuidado, na educação e no desenvolvimento das crianças. Ou seja, um chamado à responsabilidade. A ação integra o programa Infância Viva Fortaleza, menina-dos-olhos do Comitê de Governança do Plano Fortaleza Inclusiva, coordenado pela primeira-dama, Cristiane Leitão.




