- As polícias do Ceará começaram nesta semana nova Operação Integração Saturação Total. É uma iniciativa expressiva: 635 policiais militares, civis e penitenciários já estão atuando nas ruas de Fortaleza e de outras cidades. A ação é, sobretudo, preventiva. E se realiza justamente no início da temporada legal de caça aos votos – as campanhas estão sendo abertas oficialmente nestes dias pós-convenções. Pode-se dizer que o Governo do Estado não quer dar espaços para quem achincalha as forças da segurança pública, acusando-as de não terem competência para atuar contra o crime. Que se diga, então. A crítica deve ser exercida e faz parte das interações sociais. O fato é que efetivos das polícias Militar e Civil do Ceará e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização estão mobilizados conjuntamente, num aparato que inclui, no todo, 168 viaturas e 103 motocicletas. Há quem possa dizer que a proposta tem fundo político. Mas isso será uma obviedade de certo modo tosca. Afinal, toda e qualquer atividade do poder público é política – seja como causa ou consequência, será sempre assim.
O foco
Fortaleza tem o maior contingente de agentes policiais engajados na Operação Integração Saturação Total. São 182 policiais militares e civis. Esse grupo representa mais de 28% da mão-de-obra participante. As atividades na capital reúnem, ainda, 47 viaturas de médio e grandes portes e 28 motos.
Pauta
As ações da operação de segurança incluem o cumprimento de mandados judiciais, fiscalização de pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica e ações de enfrentamento de facções e outras organizações criminosas. A prevenção e a repressão a crimes violentos contra o patrimônio e a homicídios também estão na lista de tarefas.
Na tela
As informações acima poderão ser exploradas domingo que vem, no primeiro debate entre candidatos ao Governo do Ceará nas eleições de 2026. Aliás, a pauta da segurança deve ser a estrela do encontro. O debate está marcado para começar às 20 horas, na TV Jangadeiro – da qual é dono o ex-senador Tasso Jereissati, aliado de Ciro Gomes (PSDB). O tucano e o governador Elmano de Freitas (PT) foram convidados. Ainda ontem não se sabia sobre aceitação ou recusa de algum deles.
Um de tudo
Ainda a propósito de segurança e de discursos oportunistas e terroristas, a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral parecem que não sabem o que promete o candidato do partido “Missão” a presidente da República. Renan Santos (abaixo) tem dito, e sem nenhuma vergonha na cara, que vai matar pessoas em conflito com a lei. Isso é de uma gravidade singular. Primeiro, porque atenta contra a vida. Depois, porque é contra os direitos humanos. Por fim, porque agride a inteligência dos cidadãos.

Perigo
Mesmo que a ameaça seja só conversa mole, Renan Santos incorre num crime previsto no Código Penal Brasileiro. Está lá no artigo 147: “Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave”. A pena pode ser de prisão, “de um a seis meses”, ou multa. Esse é o candidato que o extremismo hidrofóbico oferece.
Mania
Após ser acusado de estupro, o deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL) – ele, que foi relator da CPMI do INSS, nega o crime – ganhou o posto de candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro. Não se sabe de onde Flávio, flagrado em rachadinhas, pegando dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro e fechando acordo contra o Brasil com Donald Trump, tira essas ideias.
Festa das letras

O jornalista Alberto Perdigão (foto acima) participa hoje e amanhã do III Festival da Literatura de Cordel no Cariri, promovido pelo Sebrae e pela Academia Brasileira de Letras. Já foram realizadas edições em Fortaleza (2023) e Quixadá (2024). Perdigão é autor de pesquisas importantes sobre arte e cultura populares no Nordeste. O evento será na Praça Padre Cícero e no Centro Cultural BNB de Juazeiro do Norte. O acesso é inteiramente gratuito.


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