- Artigo das duas principais autoridades nacionais da gestão cultural põe luz sobre a relevância do setor: “A economia criativa brasileira movimentou R$ 393,3 bilhões em 2023, o equivalente a 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil 2025, da Federação das Indústrias do (…) Rio de Janeiro (Firjan). Em 2024, o país tinha cerca de 5,8 milhões de profissionais criativos ocupados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números revelam uma riqueza que o Brasil já produz, mas ainda precisa reconhecer plenamente como estratégia de desenvolvimento”. O texto é da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da secretária nacional de Economia Criativa, Cláudia Leitão. A abordagem é, podemos considerar assim, uma vacina contra interpretações erradas ou deletéria acerca do tema. “A pergunta não é se podemos investir em cultura e criatividade em um país que enfrenta desigualdades. É como podemos aproveitar melhor nossa capacidade criativa para gerar trabalho, renda, inovação, negócios e oportunidades, ampliando as possibilidades de desenvolvimento do país”. A análise é oportuna não apenas por esclarecer dúvidas, mas, num momento de renovação do Poder, por indicar à sociedade a importância de conquistas consolidada ao longo de anos. A íntegra está aqui.
Diversidade inventiva
Escrevem Margareth e Cláudia: “Como afirmou o presidente Lula em recente discurso na ONU, ‘O Brasil não cabe no quintal de ninguém’, nós, da cultura, reafirmamos esse princípio e acrescentamos: o Brasil é mais do que um celeiro de matérias-primas. Somos também o país da diversidade, da invenção de tecnologias sociais e de uma criatividade que tantas vezes nasce da necessidade e transforma a realidade”.
Liderança
A ministra e a secretária destacam que “Somos o país em que a cultura e a economia criativa poderiam abrir caminhos para a liderança do Brasil no Sul Global, por meio da ampliação dos objetivos do Estado, do redesenho de mercados, da reestruturação de setores públicos e da ressignificação e reativação das relações entre empresa, governo e sociedade”. Essa observação mostra protagonismo. E vantagens competitivas. Simples assim.
Capacitação
A Companhia de Água e Esgoto recebe hoje (sábado, 31) matrículas do programa Cagece Capacita, que oferta cursos profissionalizantes gratuitos. As inscrições serão presenciais, das 7h30min às 11h30min, na sede da empresa (Av. Lauro Vieira Chaves, 1030, bairro Vila União, em Fortaleza). Há vagas em cursos de Auxiliar Administrativo, Eletricidade, Excel Básico e Pintura Industrial e Básica. As aulas serão em novembro.
Uma escolha muito fácil

Hoje é o Dia do Saci Pererê. Prefira o menino brasileiro aos jerimuns cortados e às bruxas dos Estados Unidos – essas assombrações são para quem acredita que é “presidente eleito” sem ter sido.
Algo errado não está certo
A deputada estadual Silvana Oliveira (PL) não perde chance de virar folclore. Disse ela, médica e pastora evangélica, sobre o fujão Flávio Bolsonaro: “Eu, no lugar dele, não ficaria no Brasil”. Silvana é líder do partido da extrema-direita na Alece e foi reeleita com 66.473 votos.

Oração fraca
Pensando bem, o apoio de Silvana à fuga do direitista até perde gravidade diante do que confessou o também deputado Alcides Fernandes, também pastor, também do PL e também extremista. Ele reconheceu já ter orado “muito” para o presidente Lula morrer – “não dá certo”, emendou, admitindo, desse jeito, que Deus está pouco ligando para o que pede. Melhor assim.
Luz del fuego da modéstia
O extremismo também tem momentos de Napoleão. Questionado sobre perspectivas para o País, Ciro Gomes se despiu de qualquer moderação e soltou essa: “Neste momento, a minha experiência, o meu conhecimento dos números, da realidade brasileira – social, econômica, geopolítica global, da posição do Brasil… Eu tô muito preocupado, como há muitos anos não ficava”. Esqueceu de dizer: “modéstia à parte”.




