Por Roberto Maciel, jornalista:
Ciro Gomes (PSDB) é incisivo e vaidoso. As vozes na cabeça dele devem elogiá-lo por ser agressivo e virulento na medida em que o jogo político exige agressividade e virulência. Acha ele que faz o certo. É venenoso sem que se indique antídoto para o que inocula em quem lhe contraria.
Fez assim com Juraci Magalhães (PMDB), Eunício Oliveira (MDB), o presidente Lula (PT), a deputada Luizianne Lins (PT), Jair Bolsonaro e filhos (todos do PL), Capitão Wagner (UB), o senador Camilo Santana (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra (ambos do PSDB), a prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (PFL), o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (UB), Michelle Bolsonaro, MBL, o deputado e hoje ministro José Guimarães (PT), o governador Elmano de Freitas (PT), os ex-prefeitos de Sobral Joaquim Barreto e José Prado e o irmão Cid Gomes (PSB) – podemos até propor à leitora e ao leitor a criação de uma lista de desafetos mais cuidadosa, se houver tempo sobrando para tanta tarefa.
Como se nota pela sucessão de siglas listadas acima, Ciro Gomes distribui “democraticamente” os péssimos modos que tem.
Pois buliu agora com o prefeito Evandro Leitão (PT). Pelo visto, não vai falar sozinho. Evandro já anunciou que adotará medidas legais contra o tucano. “Tive conhecimento de entrevistas dadas por esse mau-caráter chamado Ciro Gomes, atacando a mim e à minha família. Um irresponsável, inconsequente, que acha que pode sair por aí atacando a honra das pessoas. Já estou acionando a Justiça para que ele responde criminalmente por isso”, escreveu nas redes sociais.

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Não duvide: Ciro colhe alguns frutos desse comportamento. Mesmo revelando-se um político paroquiano e pequeno, incapaz de estabelecer um debate sério e respeitoso sobre o que quer que seja, ele insiste nessa postura da idade da pedra como se o mundo de hoje, mais refinado e mais inteligente, não fosse cobrá-lo pela gravidade do que expressa.
O emplumado tucano-bolsomínio já sabe, porque é um idoso desbocado e experiente com as consequências do que diz: vez por outra é obrigado a desembolsar dinheiro – sabe Deus de onde o tira – para pagar por danos morais que causa a outras pessoas.
A Justiça já avisou, ainda que na forma oblíqua, que não vai amarelar diante da violência verbal e amoral.
Afinal, não cabe para quem se diz advogado e professor e que posa de intelectual a incompetência para conversar como conversa a bem-informada clientela da Piauí ou da Baixinha.
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Caso a leitora e o leitor tenha dúvidas sobre o que são A Piauí e A Baixinha, estabelecimentos comerciais já tradicionais de Sobral e citados acima, sugiro uma consulta ao Google. Os corrimãos de lá são mais limpos do que esse jogo.


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