Por Letícia Gouveia, coordenadora de Aliados e Engajamento na Agência Pública:
As urnas foram de ser apuradas e o resultado é ainda mais grave do que temíamos: Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente de Lula.
Se o cenário para a Presidência já desenha um segundo turno duríssimo e imprevisível, os números que saíram do Senado e da Câmara dos Deputados revelam uma realidade ainda mais alarmante: a composição do próximo Congresso Nacional é de extrema direita e perigosa.
O que está em jogo nas próximas semanas vai muito além da corrida pelo Palácio do Planalto, é sobre o futuro do Brasil e da democracia nos próximos quatro anos.
Com uma margem tão apertada na disputa presidencial e um Congresso hostil, o país se prepara para enfrentar pressões severas sobre os direitos humanos, retrocessos socioambientais e investidas contra a democracia e a liberdade de imprensa.
Em um cenário tão desafiador como este, a democracia precisa ainda mais de um jornalismo investigativo corajoso, independente e sem rabo preso. Não podemos confiar só na grande mídia, é preciso fortalecer a defesa de um jornalismo livre de pressões de anunciantes, governos e poderosos.
Ao longo de todo o processo eleitoral, nossa equipe esteve na linha de frente investigando propostas, desinformação, intervenção externa, escândalos e os principais assuntos que dominaram o debate eleitoral. Temos repórteres em Brasília e em São Paulo. Alguns de olho em IA, uma equipe seguindo as denúncias de Flávio nos hospitais do Rio, e outros investigando os aliados de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
As grandes revelações desta eleição só vieram à tona por causa da mídia independente, com veículos como a Pública, o Intercept, a revista piauí, o Amado Mundo e muitos outros.
E neste segundo turno não vai ser diferente.
O que está por vir será um campo de batalha de desinformação, pressões e disputas de narrativa. Para cobrir cada passo com total independência e sem rabo preso, nós precisamos de você agora.
Proteja o futuro do país. Apoie a Agência Pública e garanta a cobertura investigativa que o Brasil precisa no 2º turno.

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