Mais demissões à vista nos bancos? Setor deve triplicar investimentos em IA e atingir US$ 90 bilhões até 2028

A Inteligência Artificial (IA) não é mais inovação secundária na tecnologia das corporações. Mais do que isso,  já se consolida como a espinha dorsal da atividade econômica moderna. Apoiadores de transformação chamam esse processo de “reorganização”. No entanto, para trabalhadores e trabalhadoras, a nova definição pode configurar desemprego e extinção de cargos e de oportunidades.

Abaixo, material de imprensa da empresa Softtek Brasil:

No setor financeiro, essa mudança avança em velocidade inédita, já que o ecossistema bancário possui uma afinidade nativa com a tecnologia, sendo moldado essencialmente pelo processamento de informações, análise de dados e gestão de riscos.

Esse contexto pode significar mais demissões no segmento, estabelecendo a troca de mão-de-obra humana por 

Nesse cenário, o novo estudo global realizado pela Softtek, multinacional líder no setor de TI na América Latina, revela que os investimentos em IA e IA Generativa no setor bancário devem quase triplicar nos próximos anos, saltando de US$ 31,3 bilhões registrados em 2024 para US$90,2 bilhões até 2028.

Intitulado The AI-Powered Banking Shift, o levantamento mapeia o atual estágio de maturidade tecnológica das instituições financeiras e detalha um paradoxo setorial. Embora 78% das organizações globais utilizem a IA em pelo menos uma área de negócios, o impacto real nos resultados ainda se mostra periférico.

De acordo com o relatório, apenas 8% das companhias conseguiram escalar a IA além de projetos-piloto ou de melhorias isoladas de produtividade para gerar uma vantagem competitiva sustentável e de real valor econômico. Essa lacuna se deve à profundidade com que a tecnologia é integrada. Os casos de uso de adoção mais rápida, como assistentes de produtividade individual ou automações simples de rotinas, trazem eficiências claras e reduzem tempos de operação, mas oferecem retornos incrementais e dispersos.

“O verdadeiro aumento de valor e rentabilidade só se manifesta quando as instituições superam a lógica da mera adoção de ferramentas e passam a desenhar uma estratégia AI-First, reconstruindo seus modelos arquitetônicos, operacionais e culturais a partir da premissa de que a IA é o núcleo pensante de toda a engrenagem corporativa”, destaca Adriano Candido, Vice-Presidente de Negócios em segmentos estratégicos da Softtek Brasil.

Para o setor bancário, o estudo mostra que os ganhos financeiros dessa mudança estrutural são robustos, com projeções de que o uso maduro e de ponta a ponta da IA Generativa represente uma oportunidade financeira estimada entre US$200 bilhões e US$340 bilhões anuais para o setor bancário global. Esse montante equivale a uma fatia de 9% a 15% de todos os lucros operacionais do segmento no mundo.

Segundo Candido, esse potencial de ganho financeiro se apoia na capacidade de a IA reescrever a economia do banco, permitindo reduzir sensivelmente o custo unitário das operações mais complexas ao mesmo tempo em que eleva a precisão comercial, a personalização de ofertas e a análise de concessão de crédito.

A batalha invisível pela relevância e o cliente do futuro

O levantamento também projeta uma divisão clara no futuro do setor. As instituições que adotarem uma estratégia AI-First vão criar um ciclo virtuoso, onde cada operação refina seus modelos e reduz custos marginais. Em contrapartida, os bancos que limitarem a IA a projetos isolados vão encarar a perda de margem de lucro, pressionados por infraestruturas obsoletas e pela dificuldade de entender as necessidades dos clientes.

Esse distanciamento entre os líderes e os demais players refletirá diretamente no controle da experiência do cliente. Com o avanço de interfaces contínuas e contextuais, pautadas por conversas fluidas, o consumidor deixará de simplesmente acessar o aplicativo do banco para interagir com agentes inteligentes integrados ao seu dia a dia.

Para Candido, o novo campo de batalha competitivo não será o preço ou o produto em si, mas quem detém a camada de recomendação ativa. “Se os bancos tradicionais não dominarem essa inteligência de interface, correm o risco de se tornarem fornecedores de balanço invisíveis em marketplaces controlados por BigTechs ou fintechs nativas de IA”, afirma.

O caminho para o modelo AI-First

Para evitar a desintermediação e garantir a liderança nessa nova economia, o levantamento elenca quatro decisões imediatas que as diretorias executivas precisam tomar. A primeira delas é a construção de uma arquitetura de dados unificada e governada em tempo real, seguida pela urgência em atrair e reter talentos híbridos que combinem conhecimento financeiro com competência analítica. Além disso, as instituições precisam evoluir para uma infraestrutura tecnológica modular, escalável e baseada em APIs, culminando no redesenho completo de processos focando na autonomia dos modelos de decisão.

O estudo conclui que o prazo para consolidar essa transformação é curto, uma vez que o mercado para definir quem controlará a inteligência financeira global está se estreitando rapidamente. “No novo ecossistema bancário, o sucesso de longo prazo não será medido pelo volume de ativos sob gestão, mas sim pela capacidade de governar e aplicar essa inteligência de dados de ponta a ponta. As instituições que negligenciarem essa virada estrutural correm o risco de perder relevância estratégica em um mercado cada vez mais dinâmico e focado na hiperpersonalização”, destaca Candido.

Para acessar o levantamento completo, acesse: https://www.softtek.com/the-ai-powered-banking-shift .

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