Roberto Maciel: “Contra o impronunciável Luchsinger, basta uma brasileiríssima Déa”

Por Roberto Maciel, editor do portal InvestNE:

No mesmo dia em que a emissora de matriz TV norte-americana CNN apareceu com uma entrevista com a empresária Roberta Luchsinger as redes sociais na Internet deram megaexposição à mãe do ator Paulo Gustavo, Déa Lúcia Vieira Amaral.

Roberta apareceu na CNN atacando, embora sem provar nada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse ela cobras e lagartos do filho do candidato à reeleição pelo PT, Fábio Luiz, o dito “Lulinha”, de quem afirma ser “amiga”. Para recordar aqui o mínimo, chamou Lula de “canalha” e “mau-caráter”.

A entrevista não vale nada como apuração jornalística, é só uma quinquilharia midiática e oportunista, mas tem atendido à campanha do extremista Flávio Bolsonaro (PL) com generosa valia: virou ferramenta para atacar os adversários, uma arma com a qual se quer tirar a vida dos opositores.

Mas Dona Déa ganhou muitos holofotes por três fatos: 1. Tornou-se personagem do filho na peça teatral e nos filmes da franquia “Minha Mãe é uma Peça”; 2. Perdeu o filho tragicamente para a covid-19, assim como milhares de outras mães no Brasil de Jair Bolsonaro; 3. Destacou-se como participante de quadro no programa Domingão com Huck, na Rede Globo.

O surgimento de Déa na cena eleitoral tem peso muito relevante, a começar por Paulo Gustavo ter sido um artista respeitado e plenamente identificado com o público – “um querido”, como se diz. A fala da mãe, com traços de saudades e tragédia, está sintonizada com os sentimentos de parte imensa da população brasileira. É um alerta eficaz e doído para o perigo que o Brasil enfrenta neste momento.

É uma manifestação que dolorosamente se encaixa no contexto eleitoral. Ela diz que quando, enfim, chegaram as vacinas por meses negadas por Jair Bolsonaro, o psicopata que na época controlava o País, era tarde para Paulo Gustavo. “Não deu tempo; O governo ria; o presidente ria”.

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“Imagine a dor de cada mãe que perdeu o filho”, propõe Dona Déa.

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Que cada cidadão e cada cidadã julgue os fatos com consciência e coração.

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