A responsabilidade crônica da Ana Márcia: “Meu voto é desavergonhado”

Por Ana Márcia Diógenes, jornalista, professora e escritora:

Durante anos, por questões profissionais, não podia declarar meu voto. Algumas funções que desempenhei ao longo da minha trajetória como jornalista e também como gestora, não me permitiam revelar nome de candidatos, usar adesivos no carro, blusas com mensagens políticas, participar de manifestações, reuniões de apoio a pessoas e partidos.

É diferente de defender causas, em nível pessoal ou profissional, como sempre foi meu caso em relação a crianças, adolescentes, mulheres, meio ambiente, LGBTQIA+ e todos os invisibilizados pela sociedade. O que trago aqui é a questão do posicionamento político, principalmente em tempos de eleições.

Incrível perceber a quantidade de pessoas que, mesmo tendo liberdade profissional para se posicionarem, não o fazem. Não vão votar, não defendem as boas ideias dos candidatos, não se manifestam diante de temas que podem mudar vidas, como a mudança na Constituição, o definhar das regras trabalhistas, o ataque às aposentadorias…

Fico pensando se essas pessoas não entendem TUDO o que podem perder: de direitos trabalhistas aos remédios gratuitos na farmácia popular. Não entendem que podem vir a enfrentar de inflação alta ao preço do combustível alinhado aos altos valores internacionais se votarem no candidato errado.

E fico pensando talvez que elas tenham vergonha do seu voto sem compromisso, sem profundidade.

Por isso, declaro que meu voto é desavergonhado. Voto no único candidato que pode garantir qualidade de vida à população ao invés de beneficiar só os ricos. Meu voto não tem amarras de vergonha ou medo, meu voto é Lula 13.

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